|
A Privado Holding, que detém 100 por cento do BPP, criticou a criação do mega fundo de retorno absoluto, dizendo que põe em causa a viabilidade do banco, e garante que entrega esta semana um plano de recuperação para a instituição.
"O conselho de administração da Privado Holding não pode deixar de manifestar o seu desacordo em relação ao caminho seguido pela administração do Banco Privado Português (BPP), tanto mais que se afigura ser claramente contrário aos princípios e finalidades estabelecidos no âmbito do mandato atribuído pelo Banco de Portugal a esta administração provisória do BPP", revelou hoje em comunicado a equipa liderada por Diogo Vaz Guedes.
De acordo com a Privado Holding "a medida agora apresentada vem criar dificuldades e obstáculos possivelmente inultrapassáveis ao desígnio de viabilização do BPP e de uma solução satisfatória e justa para os clientes, arrastando, em nossa opinião, o banco, para uma situação de insolvência".
A dona do BPP acrescentou que "a criação deste fundo especial de investimento (FEI), ao tratar apenas o tema dos clientes de retorno absoluto, contrariando o princípio consagrado na intervenção do Banco de Portugal de ser apresentado um Plano de Recuperação e Saneamento (PRS) para o BPP e precipitando, como se disse, uma eventual insolvência do mesmo, que coloca questão jurídicas extremamente melindrosas".
Segundo a Privado Holding, a insolvência do BPP "não só irá irremediavelmente por em causa as sobreavaliadas garantias prestadas ao Estado, como evidenciará o privilegiamento injustificado de credores, suscetível de enquadramento civil e criminal, e potenciará o surgimento de eventuais pedidos de indemnização, decorrentes designadamente de uma longa e falhada intervenção estatal".
GP.
Imagem: Google.
|