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O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, disse hoje à Lusa que apesar de ser um defensor do TGV, compreende "o compasso de espera" previsto pelo PEC, manifestando maior preocupação com a suspensão da ligação Porto-Galiza.
"Eu sempre fui um defensor do TGV mas tenho o realismo de considerar que num momento de equilíbrio de finanças públicas alguns investimentos públicos têm que fazer um compasso de espera", afirmou Luís Filipe Menezes.
Se a suspensão da ligação Porto-Lisboa não choca o autarca de Gaia, já o compasso de espera no troço Porto-Galiza deixa Menezes mais preocupado.
"Fico mais preocupado porque essa ligação à Galiza é muito importante do ponto de vista de rentabilização de algumas infraestruturas e equipamentos da região Norte, nomeadamente, o aeroporto Sá Carneiro", explicou.
Luís Filipe Menezes referiu ainda aquilo que considera ser um "hipótese construtiva" a apresentar pelo PSD.
"Acho que eventualmente, o PSD, no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) podia procurar negociar um faseamento do desenvolvimento de outros projetos, por exemplo, do Aeroporto de Lisboa e, em contrapartida, o investimento da ligação à Galiza não sofrer atrasos", adiantou o presidente da Câmara de Gaia.
As linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre o Porto e Vigo, vão ser adiadas por dois anos, revelou segunda-feira o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em conferência de imprensa onde apresentou as principais linhas do PEC.
"O investimento público teve um pico em 2009 com os programas de estímulo à economia, e esse esforço irá ser atenuado nos próximos anos, regressando a valores anteriores, e neste domínio decidimos o adiamento da execução das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Porto e Vigo", explicou Teixeira dos Santos.
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